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Livro: Niilismo e Negritude
Por: Bruno Zeni - PublishNews
Niilismo e Negritude
O camaronês Célestin Monga, funcionário do Banco Mundial, adota uma perspectiva inusitada para falar da África subsaariana. Admirador de Nietzche, Schopenhauer, Cioran e Focaute, o autor vê o mundo negro - o africano e o da diáspora - pelas lentes de um negativismo libertário, encarado como pragmatismo e forma de sobrevivência.
O estilo é pessoal, em primeira pessoa, e parte de experiências do autor, como suas viagens por diversos países africanos. Além dos niilistas, Monga recorre a autores como Borges, Fernando Pessoa, Shakespeare, Lévi Strauss, Barthes, Bourdieu e estudiosos da realidade africana e negra, como Seghor, Glissant e Achile Mbembe.
As análises sobre o casamento e sexo, a religião, a comida, a dança e outras artes não são rigorosas mas fogem dos estereótipos e da noção racialista de negritude. Impressionista, o texto é uma espécie de passeio ilustrados pelas realidades da África de hoje, descritos por um africano culto, viajado e cheio de idéias. |