Daniel Barenboim, nascido em Buenos Aires em 1942, é um dos maiores pianistas e regentes de orquestra do mundo. Um talento precoce, estreou como pianista em Viena e Roma aos 10 anos de idade. Dirigiu, entre outras, a Orquestra Filarmônica de Londres, a Orquestra de Paris, a Chicago Symphony Orchestra, a Staatsoper Unter den Linden de Berlim, a Berliner Philharmoniker e a Weiner Philharmoniker. Em 1999, com o intelectual palestino Edward Said, fundou a West-Eastern Divan Orchestra, formada por jovens músicos de Israel e de países árabes. Em 2000, é nomeado diretor-chefe vitalício pela Staatskapelle de Berlim. Em 2007, é agraciado com o Praemium Imperiale para a Cultura e as Artes no Japão e nomeado Embaixador das Nações Unidas pela Paz. É autor de A música desperta o tempo, lançado pela Martins Martins Fontes em 2009.
Patrice Chéreau, considerado um dos mais importantes e versáteis diretores contemporâneos, assinou obras-primas no cinema, no teatro e na ópera. Ganhou o Urso de Ouro no Festival de Cinema de Berlim em 2001. No teatro, encenou Genet, Marivaux, Heiner, Müller, Tchecov, Shakespeare e sobretudo as obras completas de Bernard–Marie Koltès. Entre outras, com Pierre Boulez, encenou O anel, de Wagner (1976-1980), seguida de Lulu, de Berg (1979) e Da casa dos mortos, de Janácek (2007). Com Daniel Barenboim assinou as montagens de Wozzeck, em Paris, Don Giovanni, em Salzburgo e, em 2007, de Tristão e Isolda no La Scala de Milão.
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