Célestin Monga

Natural de Camarões, Monga tornou-se popular após ter sido preso por criticar o presidente camaronês em um artigo que escreveu para o jornal Le Messager. Sua prisão causou vários protestos pelo país. Por vários anos, ele escreveu artigos para jornais, principalmente fazendo críticas à política camaronesa. Através do seu trabalho, ficou conhecido como um dos maiores intelectuais do país.
Hoje é economista-chefe e assessor do vice-presidente do Banco Mundial em Washington D.C. Durante sua carreira de treze anos no banco, ele ocupou posições no departamento de pesquisa, incluindo o cargo de economista principal na Europa e na Ásia Central e de gerente da equipe de revisão de políticas.
Lançamento: Niilismo e negritude
Em “Niilismo e negritude”, obra que apresenta, sem exotismo, visões africanas da arte de viver, ele convida o leitor a trilhar as formas de invenção do amor-próprio, as maneiras de encarar a felicidade, os labirintos da moral, os mistérios da estética musical, os meandros da fé religiosa, os dilemas da violência ou a filosofia da morte. Porém não se trata de um texto dogmático. Configura os imaginários da África atual: do absurdo pitoresco da vida cotidiana à economia política do casamento, da filosofia dos cardápios e dos modos à mesa até os usos do corpo. Esse formigar de histórias e de ideias mostra diversas formas de niilismo e de negritude, esboçando a hipótese de uma ética do mal.
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